quarta-feira, 2 de março de 2011

Recesso...


Eu sei... muitos já vieram me cobrar uma atualização.
Mas juro.. juro mesmo.. estive em um momento de bloqueio criativo forte.

Minha mente vinha insistindo em refletir sobre assuntos que não me competem. E minh'alma exigente não aceita tais transgressões, palavras que não merecem ser relacionadas a mim.

Agora, são tantas surpresas incríveis que me arrisco afirmar que as melhores coisas caem do céu na minha vida. 

Encontro-me em recesso criativo, por pouco tempo. Por hoje é só. Peço a todos paciência. 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Pequena imensidão...

Uma alma vasta habitando um corpo físico tão minúsculo em sua totalidade.
Sentindo este mundo.. que lhe parece tão grande e, por vezes, tão inacessível.
Alma que anseia sentir toda a infinitude deste vasto mundo, cheio de conhecimentos, desejos e  sentimentos.

Contraditória!
Oh, alma.. tão grande.. que não cabe em mim... 

domingo, 30 de janeiro de 2011

Balanço 2010

Já não é sem tempo que aqui apareço para a retrospectiva do ano de 2010. 
Ah, e como é difícil sentar e refletir sobre este ano que passou. Mas posso resumi-lo em amadurecimento e reafirmação.

Começo
O ano se iniciou com novos desafios profissionais e sentimentais. Aprendi a exercitar a minha paciência e tolerância e a ser mais maleável quanto a minha impetuosidade. Traços de personalidade que assumi precisarem de melhorias e atenção. Aprendi também que uma das atitudes mais sublimes do ser humano é a de se entregar aos sentimentos verdadeiros. Em troca, dormimos em uma cama serena, coberta por flores.
   
Meio
Novas mudanças e desafios profissionais e sentimentais muito maiores.
Responsabilidades excessivas que me fizeram crescer como pessoa e profissional. Conquista de espaço demonstrando competência e dedicação.
Meses de muito estresse, crescimento intelectual e também de novas amizades e momentos especiais. A ânsia do "para sempre" unida a estabilidade me proporcionaram atingir um patamar mais além, criar novos laços e expectativas. 

Fim
É chegada a hora de amadurecer e de me reencontrar. Mais mudanças colocaram à prova minha capacidade de ressurgir. E tudo o que eu havia experimentado durante o ano serviu para o momento de reavaliar qual seria o próximo passo a ser dado.
De repente, fui levada a retomar as rédeas de minha vida, que ao primeiro olhar pareceu tão distante de mim. E como é difícil ser forte e aprender cortando a própria carne. Quase que como abstrata, eu peguei a vida com as mãos e voltei a caminhar nesta jornada muitas vezes sem sentido. 
Aprendi a estimar cada espacinho do que sou. Não mais me permitir ser diminuída, desvalorizada ou que eu abandone o que há de melhor em mim. E para minha surpresa, o que antes parecia tão assustador me veio como um presente que precisei reconquistar, lutar e fazer valer a pena: minha liberdade. 

As experiências vividas em 2010 guiarão meus próximos passos, portanto busco tirar as lições mais construtivas e positivas possíveis. Amadureci nos erros e nos acertos. Na felicidade e no sofrimento. Na certeza e no arrependimento. No amor e no vazio. Na derrota e na vitória.
E aqui me encontro, como que em um livro cheio de páginas brancas sedentas por palavras. Um novo começo de vida, um novo caminho. Ávida por uma vitória, um olhar, um sorriso, uma oportunidade, uma sabedoria... ávida por viver ainda mais intensamente. 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O primeiro de muitos...

Resolvi começar o ano com algo que realmente me fez querer compartilhar.
O pequeno texto abaixo da foto encontrei em algum cantinho deste vasto mundo cibernético.
Achei tão singelo e doce. Reconfortante como um pôr-do-sol...
Para todos nós, quero registrar meu desejo de que este 2011 recém iniciado seja repleto de paixões e amores. 
Que entorpeçam os sentidos. Que façam parar o tempo. 
Que sejam infinitos, tímidos, efêmeros ou para a vida toda. 
Mas que sejam verdadeiros e arrebatadores. Transbordantes em felicidade.
Como já diziam no filme Moulin Rouge: A melhor coisa que se pode aprender na vida é amar. E em troca, amado ser.

"Carregue ela e finja que você vai jogá-la na piscina... Ela vai gritar e te bater, mas secretamente ela vai amar. Segure sua mão enquanto você conversa. Segure sua mão enquanto você dirige. Apenas segure sua mão. Diga que ela está linda. Olhe em seus olhos enquanto você fala com ela. A proteja. Conte piadas idiotas para ela. Faça cócegas nela, mesmo que ela te mande parar. Quando ela começar a te xingar diga que a ama. Deixe-a adormecer em seus braços. Deixe-a brava, em seguida, beije-a. Provoque ela. Deixe ela te provocar de volta. Beije-a na bochecha. Beije-a na testa. Apenas beije-a. Deixe-a vestir suas roupas. Vá devagar. Não force nada, e quando você se apaixonar por ela, diga a ela."

domingo, 19 de dezembro de 2010

Ilegíveis... (Lágrimas Mundanas)

Escrevo milhares de textos por dia.
Mentalmente.
Quando paro para transformá-los em pensamentos legíveis, como crianças travessas eles se esvaem.
E uma após a outra, inúmeras crônicas, poemas e poesias se perdem em meu espírito inquieto.
Feitas para serem lidas apenas uma vez por apenas uma pessoa. Eu.

Tenho tentado transferir para o branco do papel divagações fundamentais, porém as palavras escritas têm vida própria e não querem ser registradas.
Não podem, simplesmente.

Então, por agora, os deixo com um texto escrito no dia 24 de abril de 2010.

Lágrimas Mundanas

E perguntaram: 
- Por que choras menina? 
E a garota, pequena, de saia laranja enodoada, olhos cor de mel, que agora se encharcavam de gotas salgadas, olhos que pareciam globos terrestres que estampavam em sua crosta reflexos complexos, não lhes respondia.
Insistiram na indagação. Incrível habilidade humana de sentir prazer na confusão alheia, no cheiro dissoluto de uma alma em conflito direto com o caos interior. A curiosidade faz do homem um ser subjugado pelo incógnito. 
- Por que choras menina?
No entanto, a pequena não ouvia. Ecoavam em sua mente vozes obstinadas que ela não digeria. Ora pareciam preces, ora pareciam risos, ora apenas um grito abafado. Não entendia e não pretendia refletir, pois já sabia que ponto havia atingido. 
Levantou as duas esferas banhadas em mel e sal fixando-as em um ponto vago entre os poucos transeuntes que se atreviam a errar por ali. Os dias já não eram como antigamente, e não voltariam a ser.
A pele alva e empecida em volta de seus lábios movimentou-se. Parecia que queria falar, expelir o que entorpecia seus sentidos e fazia seu tempo parar, num instante de confusão infinito. Uma última lágrima rolou franzina e enfraquecida por sua face. Ela afastou o rastro salgado e olhou para o céu que, como se sentisse o que ela sentia, assoprava para longe carregadas nuvens perturbadas.
E o que se ouviu foi:
- Choro porque embaixo de nossos pés não existe mais chão e o ar que respiramos não possui oxigênio algum. As flores não exalam cheiros agradáveis e os pássaros não mais cantam. Choro porque a vida que vivemos não é nossa. Tudo nos foi arrancado aos poucos e estávamos muito ocupados para perceber o que acontecia a nossa volta. Enquanto a distração nos entretinha outro mundo era arquitetado por nossas próprias mentes. E aqui estamos. 
Abriu os braços, como se esperasse um abraço daquele lugar que acabara de descrever. E disse ainda, virando as costas e desaparecendo entre paredes vazias:
- Choro porque sinto dentro de mim todos os sentimentos do mundo. 

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A hora certa...

Domingo, véspera de feriado, hora do almoço. Fui até o supermercado fazer minhas compras dominicais como de praxe. E com a mesma constância a fila do caixa estava enorme. Eu sempre me pergunto por que é que deixo para fazer compras justo no horário que o lugar está mais cheio. Mas nunca encontro a resposta. No fim, acho que a grande maioria das pessoas acaba fazendo o mesmo.

Estava eu na fila, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao redor. Como são tão peculiares. Umas apressadas reclamam, outras fingem que não ouvem, outras dão um sorriso amarelo e desviam o olhar. Mas, em geral, guardam um olhar desconfiado e intolerante. 

Chegando a minha vez de passar pelo caixa percebi uma senhora atrás de mim e ofereci a ela que passasse antes de mim. Aparentava ter seus 70 e tantos anos. As rugas lhe marcavam a face, o cabelo tênue e alvo preso em um coque displicente, casaco surrado de lã, meias até o joelho e um olhar de gente sofrida que exalava experiência. Olhos que continham, quase imperceptível, um ar de ingenuidade senil, que só os que já atravessaram tantas fases da vida possuem.

Ao passar por mim, com o mesmo olhar me fitou e ela perguntou se eu era casada. Sorri e lhe respondi que não. Surpreendentemente ela também sorriu e disse eufórica: graças a Deus! E emendou: “um dia vai aparecer em sua vida alguém que vai te fazer feliz. Não vai ser qualquer um. Fique com aquele que realmente te fizer feliz. Eu tentei quatro vezes, mas nunca deixei de acreditar”.

Diante de suas afirmações só me restou concordar com a senhora do olhar sensato e experimentado. Não penso no motivo dela ter se dirigido a mim, até porque sei que eventos como este estão fora do alcance da compreensão, ainda que o assunto seja distante para mim.
Assim aquela senhorinha se foi, acompanhada de suas poucas compras e de muita vitalidade. E ao invés de um simples “obrigada” ela me agradeceu com sábias palavras...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Minha herança sincera e eterna...




Minha Herança: Uma Flor - Vanessa da Mata

Achei você no meu jardim

Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio

Peguei você pra mim
Como a um bandido

Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim

Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei

Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre

A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho, nem uma arma ou uma pedra
Eu deixarei

A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si

E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu
Achei você no meu jardim

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Infinita...



Quero soltar um grito de dentro da alma
Um grito carregado de desejos
Intrínsecos e incógnitos
Como uma inspiração profunda ao avesso

Quero mergulhar no mar da liberdade
Atingir o limite inatingível
Emergir de minhas próprias profundezas
E perceber nos cabelos o reflexo dos sóis

Quero pode voar no fino sopro do destino
Aconchegada em segredos
De conexões inexplicáveis
E me deixar levar pela sutileza dos acasos

Quero ter braços infinitos
Capazes de alcançar o mais além
E sentir o ainda não sentido
Quero, despretensiosamente, poder abraçar o mundo...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Vento...

Este texto é da série "Palavras colhidas em um interior perdido..."

Hoje, no calor da manhã, o vento veio me visitar
Inesperadamente, trouxe-me boas notícias
Em um só sopro me contou que o tempo não mais existia
E então senti que aquele momento era o mais precioso.

Ao ver minha surpresa, o vento se intensificou e me afagou
E cai em seus fortes braços
Deixando-me reconfortar em seu longo abraço
E então senti que, naquele instante, o que era ruim ficou para trás.

De repente, o vento silenciou-se e estremeci
Onde estava o amigo vento? Tinha o tempo voltado a existir?
Foi aí que o vi ali, bem pertinho
Balançando as folhas em uma canção só pra mim.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Amizade...

Hoje é dia 20 de julho! Dia do Amigo.
Sim, escrevo Amigo com letra maiúscula, porque a Amizade é um substantivo próprio.

Desde pequenos tomamos conhecimento do que é a Amizade. Lembra aquele primeiro dia de aula? Aquele em que você, pequeno e frágil, se sentia apreensivo, sozinho e estranho? Olhando a sua volta, vê uma pessoinha sorrindo pra você, como um anjo caido do céu, que pergunta seu nome... assim começa e assim surge uma Amizade.
Qualquer lugar ou situação é pretexto para a dita cuja nascer. Um ponto de ônibus, um elevador, uma sala de aula, uma mesa no refeitório, um esbarrão, uma aflição, um ideal, um bom dia, um show, um livro.. são tantas possibilidades.

O fato é que eles estão lá. Na hora certa e no lugar certo. E como quem não quer nada,  acabam entrando de mala e cuia (como diria minha mãe) dentro de nossas vidas - e corações.

Amigo é mais que marido, amante, ficante, mãe, pai, irmão... Amigo é Amigo! 
É aquela pessoa pra quem você não tem precisa ter pudor algum. É aquela pessoa com quem você pode abrir até a sala mais escura do seu eu sem se preocupar com julgamentos ou cobranças.

Uma amizade não se mensura pela quantidade de visitas, pela quantidade de ligações ou pela quantidade de emails. Uma amizade não precisa fazer parte do seu convívio.. ela precisa apenas existir. Só isso basta.
Não há distância que estrague, não há ciúmes que corrompa, não há tempo que apague.

Amizade é querer bem.
Amizade é estar ao lado, mesmo que não fisicamente.
Amizade é Amizade, independente de qualquer conceito.

Você pode ter muitos Amigos ou pode ter poucos.
Você pode se abrir e deixar as pessoas que cruzam seu caminho fazerem parte da sua jornada.

O que digo, com toda certeza, é que sem eles eu não vivo, não me encontro...
Eu não sou ninguém.

Como já dizia Sheakepeare:

"... Verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher"

Só posso desejar a todos os meus .. UM FELIZ DIA DO AMIGO!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Hoje...

Hoje quero sentir...
O calor da água escorrendo por minha pele
Os raios do sol brilhando em meus cabelos
O vento do outono eriçando meus pêlos

Hoje quero sentir...
Um abraço prolongado pelo reencontro
Um olhar de admiração
Um beijo apaixonado de um recente casal

Hoje quero sentir...
O orgulho de uma mãe
O prazer de um amante
A euforia de um vencedor

Hoje quero sentir...
A certeza dos mais seguros
A compaixão dos mais piedosos
A intensidade dos mais entusiásticos

Hoje quero sentir...
A paz de uma paisagem de Monet
Despreocupadamente
Apenas sentir.

domingo, 6 de junho de 2010

Ao coração...

Esta é uma semana toda especial... pra mim e pra todas as pessoas que têm em suas vidas alguém especial.
Vi há pouco um comercial em homenagem ao Dia dos Namorados e achei o texto de uma verdadeira e sutil "racionalidade com emoção". Perfeito! Porque se apaixonar e amar é assim mesmo: inexplicável.

Segundo alguns psicanalistas, quando se apaixona
Você não se relaciona com alguém de carne e osso
Mas com uma projeção criada por você mesmo;
E a projeção que fazemos é a de um ser absolutamente perfeito.
Mas depois de um período a projeção acaba,
E você passa a enxergar de verdade a pessoa com quem está se relacionando.

Invariavelmente, algumas virtudes do parceiro ou da parceira
Vão embora junto com a projeção, outras ficam...
E se o que ficou de cada um for suficiente para os dois,
a relação perdura

... caso contrário...

Ninguém sabe o que faz o botãozinho ligar e iniciar uma nova projeção
Mas fortes indícios apontam para um único e delicioso suspeito...
SERENATA DE AMOR
O amor é inexplicável, mas tem umas coisas que você pode entender!


segunda-feira, 31 de maio de 2010

AJIRemos...

Este post é para despejar e expressar toda a minha indignação sobre o que está sendo feito do Jornalismo e dos jornalistas desse meu Brasil desregulado.

Vamos dizer que tudo começou quando nosso caríssimo presidente do STF Gilmar Mendes, derrubou a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo, comparando jornalista a cozinheiro. Pra quem não se lembra: "Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão. Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima exigirmos que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área."
Ah que palavras lindas, não é? Então quer dizer que alguns profissionais diplomados abusam e que o Jornalismo é uma bagunça! Então a solução é dar respaldo para que o abuso seja praticado por qualquer um!! Eba!! Vamos abusar gente, tá liberada a patifaria!

Conseqüências?
Para o Ministro, nenhuma. Para os donos do Jornalismo no Brasil, porcos capitalistas, tão pouco. Se mascaram atrás da luta pela liberdade de expressão, esbravejam por uma pseudo-democracia feita por e para mulas alienadas.
E para nós, seres diplomados em Jornalismo? A certeza de que o que já era ruim ficou ainda pior. Mais concorrência e menos qualidade (ainda).

Mas calma, esse não é o pior problema que me aflige! Estou aqui por conta de uma outra decepção. Abri minha caixa de entrada hoje no finalzinho da tarde e me deparei com o seguinte email de uma Universidade, que prefiro não citar o nome:
Inscrições abertas para a pós-graduação em gestão e produção em Jornalismo. Público-alvo: Profissionais graduados em qualquer área acadêmica que queiram adquirir ou desenvolver conhecimento sobre gestão e produção jornalística.

Para tudo! Que eu tenho certeza que alguém não entendeu o problema! Vamos exemplificar.
Sabe aquela empresa que estava pensando em contratar um assessor de imprensa? Pois é, o dono tem um filho formado em Administração - ou qualquer outro curso esdrúxulo de qualquer faculdadezinha esdrúxula. Então, pra que gastar com a contração de um profissional de comunicação, se seu filhinho querido pode fazer essa pós e atuar como assessor?
Heeeeein? De diploma ele não vai precisar para dizer que é jornalista e experiência ele facilmente poderá provar que tem.

Já que pra ser jornalista basta saber a técnica da escrita jornalística, pra que faculdade? Pra que estudar teoria da comunicação, filosofia, sociologia, ética, semiologia dos meios, estética da comunicação e o caramba a quatro? Bucci, Peirce, Saussure, Adorno, Rossi, Goodwin, Levy? Tudo uma grande perda de tempo!
Abaixo todas as faculdades de jornalismo e que todos os infelizes que estudaram durante 4 anos se ferrem! Os pobres coitados que ainda estão na faculdade então... nem se fale!

Fundo, a partir de hoje, a AJIR - Associação dos Jornalistas Indignados e Revoltados.
Associe-se!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Fugacidade...

Eram 8 horas de uma fria noite de inverno. O vento assobiava como quando um lobo uiva hipnotizado pela lua cheia. Além deste, não havia nenhum outro ruído ou calor naquela noite escura.
Lúcio olhava para o telefone o tempo todo. Não conseguia se concentrar em outra atividade, a não ser esperar aquele aparelho tocar. Onde estava Polyana que ainda não ligou? Perguntava-se. Ele esperara aquela ligação o dia todo, a noite já havia chegado, e nada, nenhum sinal dela. Tinha prometido a si mesmo não ligar naquele dia, queria que Polyana cumprisse com sua palavra. Estava cansado de sempre tomar a iniciativa, e como ela disse um convincente “eu te ligo amanhã”, ele estava decidido a esperar. Teimoso Lúcio, que quando deixava o orgulho falar mais alto, não existia quem o fizesse mudar de ideia.

Porém, naquela noite, a inquietude tomava conta de seu ser. A ansiedade e apreensão provocavam ainda mais a angústia que sentia em seu peito, como um nó de gravata apertado que impede a respiração de fluir serenamente.
Neste instante, Lúcio ouve apenas sua imaginação. Começa a formar todo tipo de possíveis motivos para a ausência de Polyana. Primeiramente busca uma desculpa com base na razão: roubaram o telefone dela? Acabou a bateria? Surgiu um compromisso imprevisto e não pôde me avisar? Ou quem sabe é meu próprio telefone que está com problemas?

Como não consegue respostas para nenhuma das indagações, Lúcio dá lugar ao lado sentimental e se apavora! Talvez ela não gostasse dele, não o valorizasse, ou estivesse magoada com algo. E assim começou a relembrar os momentos que passaram juntos, todas as palavras, todos os gestos e mesmo assim, não encontrava o porquê.
Pobre Lúcio... Começava a criar frases que, sem dúvida, esbravejaria nos ouvidos dela, assim que fosse possível, pois já se sentia preterido. Levantou-se da cadeira e deixou ser levado por suas pernas. Não tinha mais forças para esperar, queria sair correndo, gritar! Qualquer coisa que não o fizesse pensar no pior.

Olhou pela janela, caia uma fria chuva lá fora. Sentiu que seu coração também se esfriava a medida que cada sutil gota de água repousava no chão espelhado. Achou que enlouquecera, visto que começara a acreditar, erroneamente, que o telefone tocava. E finalmente chegou a tão temerosa conclusão, aquela da qual ele vinha se esforçando para não admitir: como era perdidamente apaixonado por Polyana, a ponto de não ser possível tê-la distante. A clareza com que enxergava essa nova circunstância não o ajudava a aliviar a expectativa em saber notícias dela.
E neste exato momento seu coração disparou! Era o telefone que, a essa altura, mais parecia tocar uma música que o invocava à felicidade.
- Alô. Se esforçava para que o tom de seu voz parecesse natural. No entanto, os mais atentos sentiriam um leve tremor.
- Oi Lúcio! Desculpa por não ligar antes, mas surgiu um imprevisto e só pude ligar agora. Conto tudo depois. Podemos tomar um café?
- Ah, claro! Não se preocupe com isso, eu também estive ocupado. A que horas posso te buscar?

Feliz Lúcio.. que nem se dá conta de quão fugazes são seus sentimentos..

sábado, 24 de abril de 2010

Metalinguagem...

A pouco estava eu aqui, em frente ao PC, me pondo a escrever. E confesso, aquela tela branca do Word, aquele indicador piscando, a estática da página, me intimidam.
E se eu forçar a memória, a página em branco de um caderno que esperava a primeira palavra de minhas mãos também causavam o mesmo efeito.
É como se as ideias fossem assopradas pra longe e a brancura tomasse conta da minha mente. A primeira frase é sempre a luta para que a mente volte a seu estado criativo e organize os pensamentos de uma maneira coesa.

Sentimento confuso para alguém que resolveu se aventurar pelo Jornalismo e ganhar a vida escrevendo textos.
Mas não para por aí. A próxima confissão é ainda mais contraditória:
Após escrever redações nas aulas de português, não me sentia confortável em ler para a sala, caso a professora pedisse. E também acontecia caso algum colega curioso quisesse ler meu texto.

Exteriorizar meus pensamentos e sentimentos em um papel fazia com que aqueles "documentos" fossem extensões de mim, e a invasão de privacidade e possível desaprovação me deixavam apreensiva. Em alguns cadernos, onde escrevia textos e poesias, havia o aviso: "Proibido ler".

Em 2001, quando tinha 15 anos e estava no 1º colegial, o vestibular não era mais algo tão distante. Já era hora de pensar no que ser quando crescer, definitivamente. Naquela época ainda não sabia que profissão seguir.
A professora de português era a estimada Cristina Bisco, que me conhece desde quando nasci. Inclusive seu ex-marido (dr. Américo Prado) foi o médico que fez o parto de minha mãe e me trouxe à vida.

Muitas das aulas dela eram dedicadas à redação. E eu ainda com aquela sensação de não gostar que outras pessoas lessem o que eu escrevia. Porém, a Cris, muitas vezes, usava meus textos como referência para a sala. Fazia suas críticas pontuais, mas de maneira geral sempre elogiava.
Lembro-me de uma vez que ela perguntou algo assim:
- "Samanta, já pensou em fazer Jornalismo?"

E a semente foi plantada. A partir daí comecei a me interessar pela profissão, ler mais e aqui estou. Infelizmente ainda procurando meu lugar ao sol neste mercado de trabalho cruel.

Aquele receio de expor-me através das palavras foi embora. O receio da desaprovação também.
Ainda bem! Senão o Ai Que Ouro nunca existiria!
Agora sei que tenho muito o aprender e crescer. Na vida e na escrita.
Um dia eu chego lá!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Malandragem..

Era 7 horas da noite de uma sexta-feira santa. Há uma semana pra ser exata. Chuviscava.
Eu esperava o namorado vir me buscar, íamos sair com minhas amigas.
Como sempre fazia, desci no horário combinado e fiquei esperando na rua, em frente a escadaria do meu prédio.
Há pouco o porteiro estava ali na escada, fumando e conversando. Ele subiu, eu fiquei.

Passados alguns minutos de espera, eis que surge um rapaz. Parecia meio perdido. Sentou na escada próximo a mim.
Perguntou onde era a Avenida Brasil (para quem não conhece, esta avenida fica há poucas quadras da minha rua).
Expliquei onde era. Ele perguntou se eu estava esperando um ônibus, eu disse que não.
Houve mais alguma troca de palavras, que eu já não me lembro mais.

Levantou-se e ensaiou um comprimento de mão comigo.
"Toca aí pra aprender a malandragem" disse ele, e desceu a rua.
Após alguns passos, virou-se:
- Eu ia te roubar, mas não roubei porque você foi simpática. Fica esperta que você tá dando "fita" aí.

Fiquei branca, minha respiração parou. Olhava pra ele e nunca mais esquecerei a expressão que tinha aquele rosto.
Subi para a portaria e segundos depois o carro que eu esperava chegou.
Não acreditava no que havia acontecido. Eu, que já havia sido roubada outras vezes... tenho pavor desta situação.

Eu sei... eu deveria tomar mais cuidado. Este mundo é cruel e as pessoas são perversas. Salvo exceções, claro!

Mas de qualquer forma pensei bastante e me pergunto sempre: Ele não me roubou mesmo porque eu fui simpática? Se eu não tivesse respondido nada ele teria me roubado? Se eu tivesse tratado ele como marginal seria roubada? Como ele esperava que eu fosse reagir? Será que ele foi com a minha cara? Será que ele não queria mesmo me roubar? Será que ele teria me roubado se tivesse mesmo afim disso? Porque ele avisou que iria me roubar e depois deu um conselho?

Infelizmente não terei respostas para estas perguntas. A dúvida será uma amiga inquieta no meu subconsciente.
Por hora, vale ficar mais atenta e agradecer pela sorte estar ao meu lado...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Éramos oito...

Lá no início, éramos oito. Oito meninas que nunca haviam se encontrado, caminhos diferentes que iam se cruzar. Elas tinham uma história para contar juntas.
Lá no início elas se conheceram. Sentaram-se perto uma das outras nos primeiros dias de aula e, com a maior naturalidade, criaram os laços da amizade.

Fernanda gostava de música, dança, teatro, cinema. Caminhava e se expressava como que flutuando em uma pista de dança que toca uma música suave, sem fim.
Carol era alta, magra e de um senso de humor ímpar. Não havia quem não se divertia quando ela resolvi tecer comentários sobre algum disparate em sala.
Bruna parecia ser do tipo tímida e tranquila. Ledo engano. Bastava uma boa festa, amigos e música para tudo mudar. De personalidade forte e decidida nunca deixava de falar o que passava pela cabeça.
Sara também gostava de música e cultura. Divertida, dotada de uma beleza e força de vontade que nem ela mesma percebia, foi crescendo e enfrentando os fantasmas que apareceram pelo seu caminho.
Samanta veio de outra cidade. Falava engraçado às vezes, conversava com todo mundo, sempre estava de alto astral e não vivia sem algo de cor rosa. Não tinha tempo ruim para uma boa festa ou para um programa de índio qualquer.
Sophia chegou um pouco atrasada, cerca de um mês depois. Tinha o estilo completamente diferente das outras. Também topava qualquer programa. A sinceridade era o traço mais forte, falava o que achava e ponto.
Aline era figurinha conhecida na cidade. Amiga de meio mundo, dona de um estilo único, estava sempre pronta pra qualquer programa com os amigos. Gostava de ir aos lugares mais estranhos da cidade e isso divertia todas elas.
Eloísa foi a que chegou mais atrasada, cerca de um ano depois. Também veio de outra cidade batalhar pelos seus sonhos e aos poucos foi conquistando seu espaço na turma. Aos olhos de quem não a conhecia parecia ser metida, às vezes. Mas quem a conhecesse melhor via que era apenas impressão, pois era uma boa amiga.

E o tempo passa... indiferente, imparcial. E vai transformando o caminho de cada uma delas...
Elo hoje mora nas bandas baianas, soteropolitanas. Vive e acontece entre mares e sóis. Bruna acabou de seguir para sua nova vida, bem longe. Na capital do prédio de cinco lados foi buscar o que não achou aqui em terras tupiniquins.

Sei que a vida é assim mesmo. Nos leva para lugares distantes.
Mas não posso evitar pensar no futuro e nas surpresas que ele nos reserva.
A distância pode ser inevitável, mas o importante é que ficando 6, 5, 4, 3... sempre estaremos unidas por um sentimento maior...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Carpinejando..

Pela primeira vez eu escrevo um post para indicar algo que gosto muito.
Vale muito a pena conhecer o trabalho de Fabrício Carpinejar, poeta, jornalista e autor de 14 livros.
O amor pela escrita vem de berço, pois é filho dos poetas Carlos Nejar e Maria Carpi.
E diga-se de passagem, os textos de Carpinejar são prova de que as palavras fluem de dentro da alma e do cotidiano de alguém que vê a vida com outros olhos.

A singularidade dos momentos, as inquietações do amor e da dor, as peripécias dos filhos, a arte de se relacionar... assuntos corriqueiros que se transformam em belas crônicas e poesias. Sem contar as reflexões sobre a vida, sobre as atitudes humanas, puro sarcasmo muitas vezes.
A cada frase lida assistimos o episódio de sua vida, mergulhamos em seu âmago e sentimos suas percepções. O olhar aguçado e nada usual de Carpinejar lembra o trabalho de outra escritora que admiro e me inspiro (e também indico!), Adriana Falcão.

Não espere encontrar um vocabulário rebuscado e pomposo. Ele escreve para ser entendido, escreve com a destreza de um bom comunicador. Enfim, sou suspeita pra falar, então prefiro que você tire suas próprias conclusões sobre a obra de Fabrício Carpinejar.


Livros:
*As solas do sol
*Um terno de pássaros ao sul
*Terceira sede
*Biografia de uma árvore
*Caixa de sapatos
*Meu filho, minha filha
*Canalha
*Diário de um apaixonado

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Inerentes...

A eterna pergunta: razão ou emoção?

Eu queria saber o que Deus pretendeu ao nos criar seres dotados tanto de razão quanto de emoção.
Não saberia Ele que viveríamos em um eterno conflito entre um e outro?
Que mantê-los em um equilíbrio perfeito é quase impossível?
Que a escolha entre um e outro vai além de nossas forças?

Eu realmente queria estar ao lado de Deus quando ele pensou "Ah, vamos ver no que dá os seres humanos serem racionais e emocionas"! Ah, como eu queria.
Assim talvez eu teria a resposta pra esse conflito interno que tanto sinto.

A razão sempre foi uma das minhas principais características.
Emoção pra quê? Dizia eu.
E quando, afinal, eu me permito ser verdadeiramente emocional, tá lá a razão querendo retomar seu antigo espaço.
E olha só que surpreendente! Eu, tão racional, preferindo a emoção.
E realmente surpreendi tanto a mim, quanto às pessoas ao meu redor.
Porque a gente percebe que as coisas que importam na vida moram lá.
E que uma vida não é vida se não houver sentimentos e emoções.

Mas onde fica a razão, dona de toda a verdade do universo?
A razão que se julga sabida o suficiente para decidir o que é melhor.
Ela fica nas dúvidas, nas indecisões, nas escolhas e diria que até na solidão.

Será Deus é um ser racional ou emocional?
Alguns responderiam: um equilíbrio entre os dois.
É, vai ver que só sendo um ser divino para sabe lidar com essas questões intrínsecas à alma.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Seja o que você quiser..

Direto do Siga Sempre em Frente, do meu querido amigo DJ Paulo Rodrigues.

Há Momentos - Clarice Lispector

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.