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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Infinita...



Quero soltar um grito de dentro da alma
Um grito carregado de desejos
Intrínsecos e incógnitos
Como uma inspiração profunda ao avesso

Quero mergulhar no mar da liberdade
Atingir o limite inatingível
Emergir de minhas próprias profundezas
E perceber nos cabelos o reflexo dos sóis

Quero pode voar no fino sopro do destino
Aconchegada em segredos
De conexões inexplicáveis
E me deixar levar pela sutileza dos acasos

Quero ter braços infinitos
Capazes de alcançar o mais além
E sentir o ainda não sentido
Quero, despretensiosamente, poder abraçar o mundo...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Hoje...

Hoje quero sentir...
O calor da água escorrendo por minha pele
Os raios do sol brilhando em meus cabelos
O vento do outono eriçando meus pêlos

Hoje quero sentir...
Um abraço prolongado pelo reencontro
Um olhar de admiração
Um beijo apaixonado de um recente casal

Hoje quero sentir...
O orgulho de uma mãe
O prazer de um amante
A euforia de um vencedor

Hoje quero sentir...
A certeza dos mais seguros
A compaixão dos mais piedosos
A intensidade dos mais entusiásticos

Hoje quero sentir...
A paz de uma paisagem de Monet
Despreocupadamente
Apenas sentir.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Carpinejando..

Pela primeira vez eu escrevo um post para indicar algo que gosto muito.
Vale muito a pena conhecer o trabalho de Fabrício Carpinejar, poeta, jornalista e autor de 14 livros.
O amor pela escrita vem de berço, pois é filho dos poetas Carlos Nejar e Maria Carpi.
E diga-se de passagem, os textos de Carpinejar são prova de que as palavras fluem de dentro da alma e do cotidiano de alguém que vê a vida com outros olhos.

A singularidade dos momentos, as inquietações do amor e da dor, as peripécias dos filhos, a arte de se relacionar... assuntos corriqueiros que se transformam em belas crônicas e poesias. Sem contar as reflexões sobre a vida, sobre as atitudes humanas, puro sarcasmo muitas vezes.
A cada frase lida assistimos o episódio de sua vida, mergulhamos em seu âmago e sentimos suas percepções. O olhar aguçado e nada usual de Carpinejar lembra o trabalho de outra escritora que admiro e me inspiro (e também indico!), Adriana Falcão.

Não espere encontrar um vocabulário rebuscado e pomposo. Ele escreve para ser entendido, escreve com a destreza de um bom comunicador. Enfim, sou suspeita pra falar, então prefiro que você tire suas próprias conclusões sobre a obra de Fabrício Carpinejar.


Livros:
*As solas do sol
*Um terno de pássaros ao sul
*Terceira sede
*Biografia de uma árvore
*Caixa de sapatos
*Meu filho, minha filha
*Canalha
*Diário de um apaixonado

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Seja o que você quiser..

Direto do Siga Sempre em Frente, do meu querido amigo DJ Paulo Rodrigues.

Há Momentos - Clarice Lispector

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O tempo...

Bisbilhotando textos e poesias pelos sites a fora,
encontrei uma de Mário Quintana. Chama-se O Tempo.
Faço minhas as palavras dele.

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A gente entende...

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Bons Amigos - Machado de Assis

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Mais um ano

Começo 2009 mais velha e com o desejo de que todos nós sejamos ainda mais felizes e que este ano novo traga ótimas novidades as nossas vidas!

Ah, e que quiser me dar um emprego de aniversário, estou aceitando! =P
Bjomeliga!...

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Receita de ano novo - Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo ,
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila
e espera desde sempre.