quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ferida...

Sinto-me impelida a escrever sobre algo muito delicado para mim.
Amizades.
Qualquer pessoa que me conheça bem, sabe o quanto eu as valorizo.

Porém, ano passado perdi melhores amigas. Amigas de longas datas.
Uma eu conhecia desde os 8 anos.
Outra eu adotei como irmã.
E a outra era minha "alma gêmea" feminina.

Fazíamos tudo juntas.
Bagunça. Fofocas. Planos. Idéias. Festas. Tudo.
De longe eram as amigas que eu mais amava.

Era tão bom saber que onde quer que eu fosse, eu tinha pessoas que eu podia sempre contar.
Que estariam lá quando eu precisasse, torcendo por mim. E a recíproca era verdadeira.
Sempre as quis bem, sem sombra de dúvida.

Mas a vida é sacana, e nos coloca em situações adversas.
E sem saber nem onde, como ou porquê, elas se foram.
Sem brigas, discussões ou seja lá o que for. Só soube das fofocas erradas.
Julgamentos errados, conclusões erradas. Pura mesquinharia.

Sofri. Chorei.
Mas, pra mim, o orgulho sempre fala mais alto.
E não corri atrás.
Não achei a atitude delas dignas da minha amizade.
Eu, que sempre as prezei ao máximo.

Dói. Ainda dói.
Até sonho às vezes.
Que estamos bem, que a amizade se recuperou.

Acho que nunca vou compreender.
E nunca vou aceitar essa atitude orgulhosa, de ambas as partes.

Enquanto isso...
A vida continua.. e eu sobrevivo.
Sem entender o porquê desse tipo de situação.
Só fica a ferida.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Por um mundo mais digno...

Acho que hoje em dia as pessoas já não sabem mais o valor de uma simples gentileza.
Certamente a correria do dia-a-dia, a violência, a intolerância e o estress tranformou as pessoas em rudes e desconfiadas.
Pergunto: qual foi o último dia que um desconhecido fez um favor a você, sem querer nada em troca? É bem provável que já nem se lembre mais.

Estava eu na fila do supermercado, alheia, pensando na vida.
- Próximo!
Fui em direção ao caixa e percebi que a moça que havia sido atendida anteriormente começava a embalar suas compras.
A atendente começou a passar o que eu comprei e foi colocando quase junto ao que era da moça.
Como faltava ainda muita coisa para ela embalar, pensei comigo: Vou ajudá-la primeiro e depois arrumo o que é meu.
Peguei uma sacolinha e coloquei uma caixa de suco (da moça) dentro.
E ela, com cara de assustada e desconfiada:
- Ei, isso é meu!
- É, eu sei. Só estou te ajudando.
- Ah tá! (meio sem jeito)
Continuei ajudando e ela foi embora, sem nem agradecer.

Não sei se estou exagerando, mas acho que as pessoas não estão mais acostumadas com uma gentileza. A falta de respeito e de educação já faz parte do nosso cotidiano.
Talvez se eu a tivesse ignorado, embalado só o que era meu e fosse embora, a moça nem teria me notado. Acharia tudo muito normal, infelizmente.
Mas não é esse o tipo de pessoa que eu sou, e não é esse o tipo de pessoa que pretendo ser.

domingo, 18 de outubro de 2009

Sentir

Gostar de alguém é engraçado...
Porque sentimentos são em si, engraçados..
Sorrateiros, chegam e causam um caos na sua vida.

Aparecem sem serem chamados,
e puxam o tapete da razão, te deixando sem chão.
E quando você menos espera,
lá estão eles, te deixando louco.

Pode ser louco de paixão,
louco de indecisão,
louco de felicidade,
louco por ter pensamentos impensáveis.

Só sei que eu fico assim.
Sem saber de nada.
Sem saber o que fazer.
Sem saber nem o que sentir realmente.

É ótimo.. e às vezes, nem tanto.
Mas ao menos me sinto humana.
Ao menos eu me sinto mais, eu.
Feita de razão e sentimentos.

E no final das contas vale a pena.
Vale a pena deixar rolar.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Vácuo

Olho a data da última atualização do "ai que ouro": 27 de setembro.
E já estamos em 8 de outubro.

Não tenho vontade de escrever, não tenho inspiração.
Porém me obrigo a fazê-lo, e é bem provável que isto fique péssimo.
Mas tudo bem, eu não ligo.

Talvez escrevo só para desabafar, este vazio.
Sinto este vazio, ou apenas queria eu ser um vazio?
Talvez ambos, talvez nenhum.

O bom de escrever é isto, poder traduzir em palavras, sentimentos.
Sentir um alívio originado em sinais e pontos, como este.

Não gosto de me sentir assim.
Dolorida, sensível, desnorteada.
Queria poder entrar em uma bolha e anular-me.
E ficar ali, sozinha, ser um nada.