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domingo, 27 de setembro de 2009

Um texto acabado

Ainda vendo os textos perdidos que escrevi, achei um que vale a pena postar.
Apesar de estar na pasta dos que não tiveram um final, este está acabado.

A data é 13 de março de 2009.
E o noivado já virou casamento, neste mês inclusive.
Aqui está:

Final de semana passado.
Eu e mais três amigas no carro, rumo a uma cidade vizinha.
A festa da vez era por um acontecimento especial:
O noivado de uma amiga nossa de faculdade.

Ela tem praticamente a mesma idade que nós,
Não está grávida, e também não é casamento forçado.
Eles se apaixonaram, se amam, se completam, e resolveram casar-se.

Ainda no carro, em meio a fofocas surge a indagação:
"Perceberam como tem um monte de pessoas próximas se casando?"
Pensando bem.. este não é o primeiro casório de amiga que tenho notícia.
Hoje mesmo uma grande amiga de colegial me contou que acabou de se casar.

No trajeto para a festa, outra questão:
"E a gente nem namorado tem, será que vamos ficar encalhadas?"

Relacionamentos, em geral, são uma coisa engraçada.
Se você tem um namorado ou um noivo, tudo bem.
Se não tem, é motivo pra achar que vai ficar pra titia.

Eu não sei se a educação que recebi influencia tanto assim.
Mas não consigo entender o porquê do afobamento feminino por casamento.
Pelo menos minha mãe não ensinou que eu tenha que me preocupar com isso.

E por que eu haveria de pensar em casamento com 23 anos?
Acabei de me formar, tenho praticamente minha vida inteira pela frente.

Pois é, os vinte e tantos anos vão se passando,
As pessoas próximas namorando, se casando..
Enquanto isso eu vivo minha vida solteira como sempre.
E feliz.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Um texto inacabado

Possuo uma pasta em meu computador onde guardo textos que comecei a escrever e que, por forças desconhecidas, não tiveram fim.
Dentre estes, achei um interessante, também por não me lembrar de tê-lo escrito.
A data é 4 de março de 2009.

Ressalto que é um texto inacabado.
Mas aqui está:

Li em algum lugar uma interrogativa que me fez mergulhar em meu interior.
A pergunta era: "Como é ser você?"
Aí me perguntei: "Como é ser a Samanta?"
E foi lançado o desafio de mim para mim mesma (é) de responder a indagação.

Resolvi fazê-lo na terceira pessoa.
Não vai ser fácil. Mas vamos lá.

Ser a Samanta é ser diferente.
Ser diferente na aparência e nos pensamentos.
É fugir dos padrões impostos pela sociedade.
É não pensar como a maioria pensa.
Ser a Samanta é transpor as barreiras invisíveis que fazem parte do dia-a-dia.

Ser a Samanta é não acreditar no amor.
Mas é também, sonhar com o príncipe encantado todos os dias.
É assistir comédias românticas melosas e se afogar em lágrimas.
É parecer não se importar.
Mas, no fundo, também sonhar com um final feliz.

Ser a Samanta é desconfiar de tudo.
E ao mesmo tempo acreditar em todos.
É confiar nos outros. É se apegar demais.
E até mesmo ser ingênua às vezes.
Ser a Samanta é tentar adivinhar se estão mentindo ou falando a verdade.

Ser a Samanta é estar quase sempre feliz.
É estar sorridente e ser alto astral.
É não saber como se mostrar triste, sensível ou carente.
Mesmo quando a vontade de desabar é grande.
É notar a estranheza das pessoas ao acharem que não se está bem.

Ser a Samanta é ser simpática.
É gostar de conversar, de conhecer pessoas.
É não ter medo do diálogo.
É gostar de ter amigos.

E por falar em amigos..
Ser a Samanta é amar por demais os amigos.
É dar a cara a tapa para defendê-los.
É se preocupar com o bem estar de todos eles.
Até quando ela fala a verdade que dói ouvir.
É sentir saudade de muitos.
Mesmo tendo encontrado eles no dia anterior.

Ser a Samanta é ser festeira.
Até mesmo quando se tem um compromisso importante no outro dia.
Mas ser a Samanta é também gostar de se refugiar em casa.
E esquecer que existe um mundo lá fora.

Ser a Samanta é achar esse mundo sem sentido.
É, muitas vezes, perder as esperaças na humanidade.
É querer viver em um mundo melhor.
Com pessoas mais conscientes e felizes.

O texto termina aqui.
Mas tomo a liberdade de lhe dar um final.
Acho que seria mais ou menos assim:

Ser a Samanta é ser contraditória.
Capricórnio com ascendente em Peixes.
É chorar e sorrir.
É gostar e detestar.
É saber e desconhecer
É querer ficar e fugir.

Enfim...
A essência de ser Samanta é acreditar no melhor.
Lutar pelo que se quer.
E buscar, sempre, ser feliz!