sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Minha herança sincera e eterna...
Minha Herança: Uma Flor - Vanessa da Mata
Achei você no meu jardim
Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio
Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim
Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei
Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre
A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho, nem uma arma ou uma pedra
Eu deixarei
A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si
E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu
Achei você no meu jardim
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Infinita...
Um grito carregado de desejos
Intrínsecos e incógnitos
Como uma inspiração profunda ao avesso
Quero mergulhar no mar da liberdade
Quero mergulhar no mar da liberdade
Atingir o limite inatingível
Emergir de minhas próprias profundezas
E perceber nos cabelos o reflexo dos sóis
Quero pode voar no fino sopro do destino
Quero pode voar no fino sopro do destino
Aconchegada em segredos
De conexões inexplicáveis
E me deixar levar pela sutileza dos acasos
Quero ter braços infinitos
Quero ter braços infinitos
Capazes de alcançar o mais além
E sentir o ainda não sentido
Quero, despretensiosamente, poder abraçar o mundo...
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Verdades verdadeiras
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Vento...
Este texto é da série "Palavras colhidas em um interior perdido..."
Hoje, no calor da manhã, o vento veio me visitar
Inesperadamente, trouxe-me boas notícias
Em um só sopro me contou que o tempo não mais existia
E então senti que aquele momento era o mais precioso.
Ao ver minha surpresa, o vento se intensificou e me afagou
E cai em seus fortes braços
Deixando-me reconfortar em seu longo abraço
E então senti que, naquele instante, o que era ruim ficou para trás.
De repente, o vento silenciou-se e estremeci
Onde estava o amigo vento? Tinha o tempo voltado a existir?
Foi aí que o vi ali, bem pertinho
Balançando as folhas em uma canção só pra mim.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Amizade...
Hoje é dia 20 de julho! Dia do Amigo.
Sim, escrevo Amigo com letra maiúscula, porque a Amizade é um substantivo próprio.
Desde pequenos tomamos conhecimento do que é a Amizade. Lembra aquele primeiro dia de aula? Aquele em que você, pequeno e frágil, se sentia apreensivo, sozinho e estranho? Olhando a sua volta, vê uma pessoinha sorrindo pra você, como um anjo caido do céu, que pergunta seu nome... assim começa e assim surge uma Amizade.
Qualquer lugar ou situação é pretexto para a dita cuja nascer. Um ponto de ônibus, um elevador, uma sala de aula, uma mesa no refeitório, um esbarrão, uma aflição, um ideal, um bom dia, um show, um livro.. são tantas possibilidades.
O fato é que eles estão lá. Na hora certa e no lugar certo. E como quem não quer nada, acabam entrando de mala e cuia (como diria minha mãe) dentro de nossas vidas - e corações.
Amigo é mais que marido, amante, ficante, mãe, pai, irmão... Amigo é Amigo!
É aquela pessoa pra quem você não tem precisa ter pudor algum. É aquela pessoa com quem você pode abrir até a sala mais escura do seu eu sem se preocupar com julgamentos ou cobranças.
Uma amizade não se mensura pela quantidade de visitas, pela quantidade de ligações ou pela quantidade de emails. Uma amizade não precisa fazer parte do seu convívio.. ela precisa apenas existir. Só isso basta.
Não há distância que estrague, não há ciúmes que corrompa, não há tempo que apague.
Amizade é querer bem.
Amizade é estar ao lado, mesmo que não fisicamente.
Amizade é Amizade, independente de qualquer conceito.
Você pode ter muitos Amigos ou pode ter poucos.
Você pode se abrir e deixar as pessoas que cruzam seu caminho fazerem parte da sua jornada.
O que digo, com toda certeza, é que sem eles eu não vivo, não me encontro...
Eu não sou ninguém.
Como já dizia Sheakepeare:
"... Verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher"
Só posso desejar a todos os meus .. UM FELIZ DIA DO AMIGO!
Sim, escrevo Amigo com letra maiúscula, porque a Amizade é um substantivo próprio.
Desde pequenos tomamos conhecimento do que é a Amizade. Lembra aquele primeiro dia de aula? Aquele em que você, pequeno e frágil, se sentia apreensivo, sozinho e estranho? Olhando a sua volta, vê uma pessoinha sorrindo pra você, como um anjo caido do céu, que pergunta seu nome... assim começa e assim surge uma Amizade.
Qualquer lugar ou situação é pretexto para a dita cuja nascer. Um ponto de ônibus, um elevador, uma sala de aula, uma mesa no refeitório, um esbarrão, uma aflição, um ideal, um bom dia, um show, um livro.. são tantas possibilidades.
O fato é que eles estão lá. Na hora certa e no lugar certo. E como quem não quer nada, acabam entrando de mala e cuia (como diria minha mãe) dentro de nossas vidas - e corações.
Amigo é mais que marido, amante, ficante, mãe, pai, irmão... Amigo é Amigo!
É aquela pessoa pra quem você não tem precisa ter pudor algum. É aquela pessoa com quem você pode abrir até a sala mais escura do seu eu sem se preocupar com julgamentos ou cobranças.
Uma amizade não se mensura pela quantidade de visitas, pela quantidade de ligações ou pela quantidade de emails. Uma amizade não precisa fazer parte do seu convívio.. ela precisa apenas existir. Só isso basta.
Não há distância que estrague, não há ciúmes que corrompa, não há tempo que apague.
Amizade é querer bem.
Amizade é estar ao lado, mesmo que não fisicamente.
Amizade é Amizade, independente de qualquer conceito.
Você pode ter muitos Amigos ou pode ter poucos.
Você pode se abrir e deixar as pessoas que cruzam seu caminho fazerem parte da sua jornada.
O que digo, com toda certeza, é que sem eles eu não vivo, não me encontro...
Eu não sou ninguém.
Como já dizia Sheakepeare:
"... Verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher"
Só posso desejar a todos os meus .. UM FELIZ DIA DO AMIGO!
terça-feira, 6 de julho de 2010
Hoje...
Hoje quero sentir...
O calor da água escorrendo por minha pele
Os raios do sol brilhando em meus cabelos
O vento do outono eriçando meus pêlos
Hoje quero sentir...
Um abraço prolongado pelo reencontro
Um olhar de admiração
Um beijo apaixonado de um recente casal
Hoje quero sentir...
O orgulho de uma mãe
O prazer de um amante
A euforia de um vencedor
Hoje quero sentir...
A certeza dos mais seguros
A compaixão dos mais piedosos
A intensidade dos mais entusiásticos
Hoje quero sentir...
A paz de uma paisagem de Monet
Despreocupadamente
Apenas sentir.
domingo, 6 de junho de 2010
Ao coração...
Esta é uma semana toda especial... pra mim e pra todas as pessoas que têm em suas vidas alguém especial.
Vi há pouco um comercial em homenagem ao Dia dos Namorados e achei o texto de uma verdadeira e sutil "racionalidade com emoção". Perfeito! Porque se apaixonar e amar é assim mesmo: inexplicável.
Segundo alguns psicanalistas, quando se apaixona
Você não se relaciona com alguém de carne e osso
Mas com uma projeção criada por você mesmo;
E a projeção que fazemos é a de um ser absolutamente perfeito.
Mas depois de um período a projeção acaba,
E você passa a enxergar de verdade a pessoa com quem está se relacionando.
Invariavelmente, algumas virtudes do parceiro ou da parceira
Vão embora junto com a projeção, outras ficam...
E se o que ficou de cada um for suficiente para os dois,
a relação perdura
... caso contrário...
Ninguém sabe o que faz o botãozinho ligar e iniciar uma nova projeção
Mas fortes indícios apontam para um único e delicioso suspeito...
SERENATA DE AMOR
O amor é inexplicável, mas tem umas coisas que você pode entender!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
AJIRemos...
Este post é para despejar e expressar toda a minha indignação sobre o que está sendo feito do Jornalismo e dos jornalistas desse meu Brasil desregulado.
Vamos dizer que tudo começou quando nosso caríssimo presidente do STF Gilmar Mendes, derrubou a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo, comparando jornalista a cozinheiro. Pra quem não se lembra: "Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão. Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima exigirmos que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área."
Ah que palavras lindas, não é? Então quer dizer que alguns profissionais diplomados abusam e que o Jornalismo é uma bagunça! Então a solução é dar respaldo para que o abuso seja praticado por qualquer um!! Eba!! Vamos abusar gente, tá liberada a patifaria!
Conseqüências?
Para o Ministro, nenhuma. Para os donos do Jornalismo no Brasil, porcos capitalistas, tão pouco. Se mascaram atrás da luta pela liberdade de expressão, esbravejam por uma pseudo-democracia feita por e para mulas alienadas.
E para nós, seres diplomados em Jornalismo? A certeza de que o que já era ruim ficou ainda pior. Mais concorrência e menos qualidade (ainda).
Mas calma, esse não é o pior problema que me aflige! Estou aqui por conta de uma outra decepção. Abri minha caixa de entrada hoje no finalzinho da tarde e me deparei com o seguinte email de uma Universidade, que prefiro não citar o nome:
Inscrições abertas para a pós-graduação em gestão e produção em Jornalismo. Público-alvo: Profissionais graduados em qualquer área acadêmica que queiram adquirir ou desenvolver conhecimento sobre gestão e produção jornalística.
Para tudo! Que eu tenho certeza que alguém não entendeu o problema! Vamos exemplificar.
Sabe aquela empresa que estava pensando em contratar um assessor de imprensa? Pois é, o dono tem um filho formado em Administração - ou qualquer outro curso esdrúxulo de qualquer faculdadezinha esdrúxula. Então, pra que gastar com a contração de um profissional de comunicação, se seu filhinho querido pode fazer essa pós e atuar como assessor?
Heeeeein? De diploma ele não vai precisar para dizer que é jornalista e experiência ele facilmente poderá provar que tem.
Já que pra ser jornalista basta saber a técnica da escrita jornalística, pra que faculdade? Pra que estudar teoria da comunicação, filosofia, sociologia, ética, semiologia dos meios, estética da comunicação e o caramba a quatro? Bucci, Peirce, Saussure, Adorno, Rossi, Goodwin, Levy? Tudo uma grande perda de tempo!
Abaixo todas as faculdades de jornalismo e que todos os infelizes que estudaram durante 4 anos se ferrem! Os pobres coitados que ainda estão na faculdade então... nem se fale!
Fundo, a partir de hoje, a AJIR - Associação dos Jornalistas Indignados e Revoltados.
Associe-se!
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Fugacidade...
Eram 8 horas de uma fria noite de inverno. O vento assobiava como quando um lobo uiva hipnotizado pela lua cheia. Além deste, não havia nenhum outro ruído ou calor naquela noite escura.
Lúcio olhava para o telefone o tempo todo. Não conseguia se concentrar em outra atividade, a não ser esperar aquele aparelho tocar. Onde estava Polyana que ainda não ligou? Perguntava-se. Ele esperara aquela ligação o dia todo, a noite já havia chegado, e nada, nenhum sinal dela. Tinha prometido a si mesmo não ligar naquele dia, queria que Polyana cumprisse com sua palavra. Estava cansado de sempre tomar a iniciativa, e como ela disse um convincente “eu te ligo amanhã”, ele estava decidido a esperar. Teimoso Lúcio, que quando deixava o orgulho falar mais alto, não existia quem o fizesse mudar de ideia.
Porém, naquela noite, a inquietude tomava conta de seu ser. A ansiedade e apreensão provocavam ainda mais a angústia que sentia em seu peito, como um nó de gravata apertado que impede a respiração de fluir serenamente.
Neste instante, Lúcio ouve apenas sua imaginação. Começa a formar todo tipo de possíveis motivos para a ausência de Polyana. Primeiramente busca uma desculpa com base na razão: roubaram o telefone dela? Acabou a bateria? Surgiu um compromisso imprevisto e não pôde me avisar? Ou quem sabe é meu próprio telefone que está com problemas?
Como não consegue respostas para nenhuma das indagações, Lúcio dá lugar ao lado sentimental e se apavora! Talvez ela não gostasse dele, não o valorizasse, ou estivesse magoada com algo. E assim começou a relembrar os momentos que passaram juntos, todas as palavras, todos os gestos e mesmo assim, não encontrava o porquê.
Pobre Lúcio... Começava a criar frases que, sem dúvida, esbravejaria nos ouvidos dela, assim que fosse possível, pois já se sentia preterido. Levantou-se da cadeira e deixou ser levado por suas pernas. Não tinha mais forças para esperar, queria sair correndo, gritar! Qualquer coisa que não o fizesse pensar no pior.
Olhou pela janela, caia uma fria chuva lá fora. Sentiu que seu coração também se esfriava a medida que cada sutil gota de água repousava no chão espelhado. Achou que enlouquecera, visto que começara a acreditar, erroneamente, que o telefone tocava. E finalmente chegou a tão temerosa conclusão, aquela da qual ele vinha se esforçando para não admitir: como era perdidamente apaixonado por Polyana, a ponto de não ser possível tê-la distante. A clareza com que enxergava essa nova circunstância não o ajudava a aliviar a expectativa em saber notícias dela.
E neste exato momento seu coração disparou! Era o telefone que, a essa altura, mais parecia tocar uma música que o invocava à felicidade.
- Alô. Se esforçava para que o tom de seu voz parecesse natural. No entanto, os mais atentos sentiriam um leve tremor.
- Oi Lúcio! Desculpa por não ligar antes, mas surgiu um imprevisto e só pude ligar agora. Conto tudo depois. Podemos tomar um café?
- Ah, claro! Não se preocupe com isso, eu também estive ocupado. A que horas posso te buscar?
Feliz Lúcio.. que nem se dá conta de quão fugazes são seus sentimentos..
sábado, 24 de abril de 2010
Metalinguagem...
A pouco estava eu aqui, em frente ao PC, me pondo a escrever. E confesso, aquela tela branca do Word, aquele indicador piscando, a estática da página, me intimidam.
E se eu forçar a memória, a página em branco de um caderno que esperava a primeira palavra de minhas mãos também causavam o mesmo efeito.
É como se as ideias fossem assopradas pra longe e a brancura tomasse conta da minha mente. A primeira frase é sempre a luta para que a mente volte a seu estado criativo e organize os pensamentos de uma maneira coesa.
Sentimento confuso para alguém que resolveu se aventurar pelo Jornalismo e ganhar a vida escrevendo textos.
Mas não para por aí. A próxima confissão é ainda mais contraditória:
Após escrever redações nas aulas de português, não me sentia confortável em ler para a sala, caso a professora pedisse. E também acontecia caso algum colega curioso quisesse ler meu texto.
Exteriorizar meus pensamentos e sentimentos em um papel fazia com que aqueles "documentos" fossem extensões de mim, e a invasão de privacidade e possível desaprovação me deixavam apreensiva. Em alguns cadernos, onde escrevia textos e poesias, havia o aviso: "Proibido ler".
Em 2001, quando tinha 15 anos e estava no 1º colegial, o vestibular não era mais algo tão distante. Já era hora de pensar no que ser quando crescer, definitivamente. Naquela época ainda não sabia que profissão seguir.
A professora de português era a estimada Cristina Bisco, que me conhece desde quando nasci. Inclusive seu ex-marido (dr. Américo Prado) foi o médico que fez o parto de minha mãe e me trouxe à vida.
Muitas das aulas dela eram dedicadas à redação. E eu ainda com aquela sensação de não gostar que outras pessoas lessem o que eu escrevia. Porém, a Cris, muitas vezes, usava meus textos como referência para a sala. Fazia suas críticas pontuais, mas de maneira geral sempre elogiava.
Lembro-me de uma vez que ela perguntou algo assim:
- "Samanta, já pensou em fazer Jornalismo?"
- "Samanta, já pensou em fazer Jornalismo?"
E a semente foi plantada. A partir daí comecei a me interessar pela profissão, ler mais e aqui estou. Infelizmente ainda procurando meu lugar ao sol neste mercado de trabalho cruel.
Aquele receio de expor-me através das palavras foi embora. O receio da desaprovação também.
Ainda bem! Senão o Ai Que Ouro nunca existiria!
Agora sei que tenho muito o aprender e crescer. Na vida e na escrita.
Um dia eu chego lá!
Agora sei que tenho muito o aprender e crescer. Na vida e na escrita.
Um dia eu chego lá!
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Verdades verdadeiras
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Malandragem..
Era 7 horas da noite de uma sexta-feira santa. Há uma semana pra ser exata. Chuviscava.
Eu esperava o namorado vir me buscar, íamos sair com minhas amigas.
Como sempre fazia, desci no horário combinado e fiquei esperando na rua, em frente a escadaria do meu prédio.
Há pouco o porteiro estava ali na escada, fumando e conversando. Ele subiu, eu fiquei.
Passados alguns minutos de espera, eis que surge um rapaz. Parecia meio perdido. Sentou na escada próximo a mim.
Perguntou onde era a Avenida Brasil (para quem não conhece, esta avenida fica há poucas quadras da minha rua).
Expliquei onde era. Ele perguntou se eu estava esperando um ônibus, eu disse que não.
Houve mais alguma troca de palavras, que eu já não me lembro mais.
Levantou-se e ensaiou um comprimento de mão comigo.
"Toca aí pra aprender a malandragem" disse ele, e desceu a rua.
Após alguns passos, virou-se:
- Eu ia te roubar, mas não roubei porque você foi simpática. Fica esperta que você tá dando "fita" aí.
Fiquei branca, minha respiração parou. Olhava pra ele e nunca mais esquecerei a expressão que tinha aquele rosto.
Subi para a portaria e segundos depois o carro que eu esperava chegou.
Não acreditava no que havia acontecido. Eu, que já havia sido roubada outras vezes... tenho pavor desta situação.
Eu sei... eu deveria tomar mais cuidado. Este mundo é cruel e as pessoas são perversas. Salvo exceções, claro!
Mas de qualquer forma pensei bastante e me pergunto sempre: Ele não me roubou mesmo porque eu fui simpática? Se eu não tivesse respondido nada ele teria me roubado? Se eu tivesse tratado ele como marginal seria roubada? Como ele esperava que eu fosse reagir? Será que ele foi com a minha cara? Será que ele não queria mesmo me roubar? Será que ele teria me roubado se tivesse mesmo afim disso? Porque ele avisou que iria me roubar e depois deu um conselho?
Infelizmente não terei respostas para estas perguntas. A dúvida será uma amiga inquieta no meu subconsciente.
Por hora, vale ficar mais atenta e agradecer pela sorte estar ao meu lado...
Eu esperava o namorado vir me buscar, íamos sair com minhas amigas.
Como sempre fazia, desci no horário combinado e fiquei esperando na rua, em frente a escadaria do meu prédio.
Há pouco o porteiro estava ali na escada, fumando e conversando. Ele subiu, eu fiquei.
Passados alguns minutos de espera, eis que surge um rapaz. Parecia meio perdido. Sentou na escada próximo a mim.
Perguntou onde era a Avenida Brasil (para quem não conhece, esta avenida fica há poucas quadras da minha rua).
Expliquei onde era. Ele perguntou se eu estava esperando um ônibus, eu disse que não.
Houve mais alguma troca de palavras, que eu já não me lembro mais.
Levantou-se e ensaiou um comprimento de mão comigo.
"Toca aí pra aprender a malandragem" disse ele, e desceu a rua.
Após alguns passos, virou-se:
- Eu ia te roubar, mas não roubei porque você foi simpática. Fica esperta que você tá dando "fita" aí.
Fiquei branca, minha respiração parou. Olhava pra ele e nunca mais esquecerei a expressão que tinha aquele rosto.
Subi para a portaria e segundos depois o carro que eu esperava chegou.
Não acreditava no que havia acontecido. Eu, que já havia sido roubada outras vezes... tenho pavor desta situação.
Eu sei... eu deveria tomar mais cuidado. Este mundo é cruel e as pessoas são perversas. Salvo exceções, claro!
Mas de qualquer forma pensei bastante e me pergunto sempre: Ele não me roubou mesmo porque eu fui simpática? Se eu não tivesse respondido nada ele teria me roubado? Se eu tivesse tratado ele como marginal seria roubada? Como ele esperava que eu fosse reagir? Será que ele foi com a minha cara? Será que ele não queria mesmo me roubar? Será que ele teria me roubado se tivesse mesmo afim disso? Porque ele avisou que iria me roubar e depois deu um conselho?
Infelizmente não terei respostas para estas perguntas. A dúvida será uma amiga inquieta no meu subconsciente.
Por hora, vale ficar mais atenta e agradecer pela sorte estar ao meu lado...
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