Era 7 horas da noite de uma sexta-feira santa. Há uma semana pra ser exata. Chuviscava.
Eu esperava o namorado vir me buscar, íamos sair com minhas amigas.
Como sempre fazia, desci no horário combinado e fiquei esperando na rua, em frente a escadaria do meu prédio.
Há pouco o porteiro estava ali na escada, fumando e conversando. Ele subiu, eu fiquei.
Passados alguns minutos de espera, eis que surge um rapaz. Parecia meio perdido. Sentou na escada próximo a mim.
Perguntou onde era a Avenida Brasil (para quem não conhece, esta avenida fica há poucas quadras da minha rua).
Expliquei onde era. Ele perguntou se eu estava esperando um ônibus, eu disse que não.
Houve mais alguma troca de palavras, que eu já não me lembro mais.
Levantou-se e ensaiou um comprimento de mão comigo.
"Toca aí pra aprender a malandragem" disse ele, e desceu a rua.
Após alguns passos, virou-se:
- Eu ia te roubar, mas não roubei porque você foi simpática. Fica esperta que você tá dando "fita" aí.
Fiquei branca, minha respiração parou. Olhava pra ele e nunca mais esquecerei a expressão que tinha aquele rosto.
Subi para a portaria e segundos depois o carro que eu esperava chegou.
Não acreditava no que havia acontecido. Eu, que já havia sido roubada outras vezes... tenho pavor desta situação.
Eu sei... eu deveria tomar mais cuidado. Este mundo é cruel e as pessoas são perversas. Salvo exceções, claro!
Mas de qualquer forma pensei bastante e me pergunto sempre: Ele não me roubou mesmo porque eu fui simpática? Se eu não tivesse respondido nada ele teria me roubado? Se eu tivesse tratado ele como marginal seria roubada? Como ele esperava que eu fosse reagir? Será que ele foi com a minha cara? Será que ele não queria mesmo me roubar? Será que ele teria me roubado se tivesse mesmo afim disso? Porque ele avisou que iria me roubar e depois deu um conselho?
Infelizmente não terei respostas para estas perguntas. A dúvida será uma amiga inquieta no meu subconsciente.
Por hora, vale ficar mais atenta e agradecer pela sorte estar ao meu lado...
sexta-feira, 9 de abril de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Éramos oito...
Lá no início, éramos oito. Oito meninas que nunca haviam se encontrado, caminhos diferentes que iam se cruzar. Elas tinham uma história para contar juntas.
Lá no início elas se conheceram. Sentaram-se perto uma das outras nos primeiros dias de aula e, com a maior naturalidade, criaram os laços da amizade.
Fernanda gostava de música, dança, teatro, cinema. Caminhava e se expressava como que flutuando em uma pista de dança que toca uma música suave, sem fim.
Carol era alta, magra e de um senso de humor ímpar. Não havia quem não se divertia quando ela resolvi tecer comentários sobre algum disparate em sala.
Bruna parecia ser do tipo tímida e tranquila. Ledo engano. Bastava uma boa festa, amigos e música para tudo mudar. De personalidade forte e decidida nunca deixava de falar o que passava pela cabeça.
Sara também gostava de música e cultura. Divertida, dotada de uma beleza e força de vontade que nem ela mesma percebia, foi crescendo e enfrentando os fantasmas que apareceram pelo seu caminho.
Samanta veio de outra cidade. Falava engraçado às vezes, conversava com todo mundo, sempre estava de alto astral e não vivia sem algo de cor rosa. Não tinha tempo ruim para uma boa festa ou para um programa de índio qualquer.
Sophia chegou um pouco atrasada, cerca de um mês depois. Tinha o estilo completamente diferente das outras. Também topava qualquer programa. A sinceridade era o traço mais forte, falava o que achava e ponto.
Aline era figurinha conhecida na cidade. Amiga de meio mundo, dona de um estilo único, estava sempre pronta pra qualquer programa com os amigos. Gostava de ir aos lugares mais estranhos da cidade e isso divertia todas elas.
Eloísa foi a que chegou mais atrasada, cerca de um ano depois. Também veio de outra cidade batalhar pelos seus sonhos e aos poucos foi conquistando seu espaço na turma. Aos olhos de quem não a conhecia parecia ser metida, às vezes. Mas quem a conhecesse melhor via que era apenas impressão, pois era uma boa amiga.
E o tempo passa... indiferente, imparcial. E vai transformando o caminho de cada uma delas...
Elo hoje mora nas bandas baianas, soteropolitanas. Vive e acontece entre mares e sóis. Bruna acabou de seguir para sua nova vida, bem longe. Na capital do prédio de cinco lados foi buscar o que não achou aqui em terras tupiniquins.
Sei que a vida é assim mesmo. Nos leva para lugares distantes.
Mas não posso evitar pensar no futuro e nas surpresas que ele nos reserva.
A distância pode ser inevitável, mas o importante é que ficando 6, 5, 4, 3... sempre estaremos unidas por um sentimento maior...
Marcadores:
Observações,
Reflexões,
Sentimentos,
Verdades verdadeiras
segunda-feira, 1 de março de 2010
Carpinejando..
Pela primeira vez eu escrevo um post para indicar algo que gosto muito.
Vale muito a pena conhecer o trabalho de Fabrício Carpinejar, poeta, jornalista e autor de 14 livros.
Vale muito a pena conhecer o trabalho de Fabrício Carpinejar, poeta, jornalista e autor de 14 livros.
O amor pela escrita vem de berço, pois é filho dos poetas Carlos Nejar e Maria Carpi.
E diga-se de passagem, os textos de Carpinejar são prova de que as palavras fluem de dentro da alma e do cotidiano de alguém que vê a vida com outros olhos.
A singularidade dos momentos, as inquietações do amor e da dor, as peripécias dos filhos, a arte de se relacionar... assuntos corriqueiros que se transformam em belas crônicas e poesias. Sem contar as reflexões sobre a vida, sobre as atitudes humanas, puro sarcasmo muitas vezes.
A cada frase lida assistimos o episódio de sua vida, mergulhamos em seu âmago e sentimos suas percepções. O olhar aguçado e nada usual de Carpinejar lembra o trabalho de outra escritora que admiro e me inspiro (e também indico!), Adriana Falcão.
Não espere encontrar um vocabulário rebuscado e pomposo. Ele escreve para ser entendido, escreve com a destreza de um bom comunicador. Enfim, sou suspeita pra falar, então prefiro que você tire suas próprias conclusões sobre a obra de Fabrício Carpinejar.
Para seguir: http://twitter.com/CARPINEJAR
*As solas do sol
*Um terno de pássaros ao sul
*Terceira sede
*Biografia de uma árvore
*Caixa de sapatos
*Meu filho, minha filha
*Canalha
*Diário de um apaixonado
Marcadores:
Leitura,
Minhas indicações,
Poemas e poesias
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Inerentes...
A eterna pergunta: razão ou emoção?
Será Deus é um ser racional ou emocional?
Eu queria saber o que Deus pretendeu ao nos criar seres dotados tanto de razão quanto de emoção.
Não saberia Ele que viveríamos em um eterno conflito entre um e outro?
Que mantê-los em um equilíbrio perfeito é quase impossível?
Que a escolha entre um e outro vai além de nossas forças?
Eu realmente queria estar ao lado de Deus quando ele pensou "Ah, vamos ver no que dá os seres humanos serem racionais e emocionas"! Ah, como eu queria.
Assim talvez eu teria a resposta pra esse conflito interno que tanto sinto.
Assim talvez eu teria a resposta pra esse conflito interno que tanto sinto.
A razão sempre foi uma das minhas principais características.
Emoção pra quê? Dizia eu.
E quando, afinal, eu me permito ser verdadeiramente emocional, tá lá a razão querendo retomar seu antigo espaço.
E olha só que surpreendente! Eu, tão racional, preferindo a emoção.
E olha só que surpreendente! Eu, tão racional, preferindo a emoção.
E realmente surpreendi tanto a mim, quanto às pessoas ao meu redor.
Porque a gente percebe que as coisas que importam na vida moram lá.
E que uma vida não é vida se não houver sentimentos e emoções.
Porque a gente percebe que as coisas que importam na vida moram lá.
E que uma vida não é vida se não houver sentimentos e emoções.
Mas onde fica a razão, dona de toda a verdade do universo?
A razão que se julga sabida o suficiente para decidir o que é melhor.
A razão que se julga sabida o suficiente para decidir o que é melhor.
Ela fica nas dúvidas, nas indecisões, nas escolhas e diria que até na solidão.
Será Deus é um ser racional ou emocional?
Alguns responderiam: um equilíbrio entre os dois.
É, vai ver que só sendo um ser divino para sabe lidar com essas questões intrínsecas à alma.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Seja o que você quiser..
Direto do Siga Sempre em Frente, do meu querido amigo DJ Paulo Rodrigues.
Há Momentos - Clarice Lispector
Há Momentos - Clarice Lispector
Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Balanço 2009
Janeiro está acabando e já é mais que hora para o balanço de 2009.
Poderia resumir o ano que passou em duas palavras: crescimento e aprendizado.
Começo
Logo de cara tive de escolher entre ser quem eu era ou quem eu seria.
Meus sonhos e convicções foram colocados à prova.
Tive que multiplicar coragem e paciência. E também a paciência das pessoas queridas que fazem parte da minha vida, que sempre me deram força e apoio.
Aprendi a conviver com as diferenças e a colocar o orgulho de lado.
Venci. E o gosto da vitória só conhece os que vencem.
Meio
Quem acompanha este blog já sabe muito bem: a paixão meteoricamente avassaladora.
Quem acompanha este blog já sabe muito bem: a paixão meteoricamente avassaladora.
E aí meus sentimentos guardados à sete chaves foram colocados a prova.
E olha só que surpresa, para quem diz que gosta de não gostar de ninguém!
Aprendi a deixar acontecer, contrariando o costume de podar sentimentos recentes.
Aprendi a não pensar só em mim e a não ser tão inflexível.
Só posso dizer que não me arrependo de nada.
Fim
Aquele tinha tudo para ser um final de ano tranquilo.
Mas não é a toa que não gosto muito desta época.
A vida, que já tinha criado uma rotina pouco perturbada, resolveu colocar à prova minha razão.
Ressuscitando questões passadas, atirando dúvidas no que já estava certo. Como quem atiça o fogo em uma lareira quente.
Sofri, chorei e me decepcionei.
Aprendi a me valorizar mais, sem deixar os sentimentos importantes de lado. Sei o que e quanto eu mereço.
Aprendi a me valorizar mais, sem deixar os sentimentos importantes de lado. Sei o que e quanto eu mereço.
Durante 2009 fiz e refiz amizades.
Reforcei laços. Reafirmei princípios.
Cresci... como pessoa, profissional e mulher.
E aqui estamos, já em clima de carnaval.
No fim devo ser uma boa menina.
Ganhei meu mais desejado presente, aquele que esperei durante um ano avidamente.
Ganhei meu mais desejado presente, aquele que esperei durante um ano avidamente.
Não é como gostaria que fosse, mas é apenas mais uma prova para um degrau acima, no futuro.
Para acabar este balanço anual, parafraseio Toquinho, com um trecho de Aquarela.
"E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar,
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a
rir ou chorar."
Eu escolhi rir...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
O tempo...
Bisbilhotando textos e poesias pelos sites a fora,
encontrei uma de Mário Quintana. Chama-se O Tempo.
Faço minhas as palavras dele.
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Marcadores:
Leitura,
Poemas e poesias,
Reflexões,
Verdades verdadeiras
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Faça uma lista...
Uma pessoa muito especial me deu um presente há pouco tempo.
Um daqueles presentes que não é concreto, mas que você leva pra vida toda.
Não se pode pegar, só se pode sentir.
Fui apresentada a uma música.
Daquelas que você ouve e toca o seu âmago...
Por culpa da minha ignorância musical não tinha conhecimento do cantor e compositor.
Por culpa da minha ignorância musical não tinha conhecimento do cantor e compositor.
Por sorte, ela agora faz parte das minhas preferidas.
Tenho certeza que também se reconhecerão nela.
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Novos tempos
Eu não poderia deixar de escrever no dia de hoje.
Ano Novo, meu aniversário.
Com 365 dias no ano pra eu nascer, eu escolhi logo o primeiro.
E posso te garantir que é um momento de reflexões multiplicadas.
Mas talvez seja eu que pense demais na vida, no passado, no futuro..
Só quero esperar de 2010 com 24 anos recém-completos
que eu cresça mais
que eu aprenda mais
que eu ame mais
que eu experimente mais
que eu me dedique mais
que eu conheça mais
que eu acredite mais
que eu viva mais
enfim, que eu seja uma pessoa melhor, em todos os sentidos.
Brevemente farei uma retrospectiva 2009.
Hoje, quero apenas que chegue amanhã.
Ano Novo, meu aniversário.
Com 365 dias no ano pra eu nascer, eu escolhi logo o primeiro.
E posso te garantir que é um momento de reflexões multiplicadas.
Mas talvez seja eu que pense demais na vida, no passado, no futuro..
Só quero esperar de 2010 com 24 anos recém-completos
que eu cresça mais
que eu aprenda mais
que eu ame mais
que eu experimente mais
que eu me dedique mais
que eu conheça mais
que eu acredite mais
que eu viva mais
enfim, que eu seja uma pessoa melhor, em todos os sentidos.
Brevemente farei uma retrospectiva 2009.
Hoje, quero apenas que chegue amanhã.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Certezas e incertezas....
Mais uma peça que a vida me prega..
Essa vida, vou te contar viu.
Tão surpreendente, com seus casos e acasos.
Há quase 5 meses, poderia dizer que a minha vida estava um mar em preto e branco.
Sem sal, nem açúcar. É, bem sem graça.
Saia de um momento de superação e tentava me encontrar de novo.
Aí, o que era inesperado, aconteceu:
Me apaixonei. Acidentalmente apaixonada.
E aquele mar monótono se transformou em um oceano de cores.
Sentimentos que eu havia guardado a 7 chaves, ressurgiram.
Meteoricamente avassaladores!
E tudo estava indo bem, mesmo com todas as dúvidas que pairavam.
Porque eu acreditava. Havia me doado por inteira.
Porque eu acreditava. Havia me doado por inteira.
Até que em uma bela amanhã, as incertezas, os medos e as diferenças prevaleceram.
E tudo se exauriu...
E tudo se exauriu...
Até minha alma se esvaziou.
E encontrei-me em um turbilhão de dor.
Três dias de sofrimento depois, um anjo caiu do céu (minha mãe).
E clareou meus cegos olhos ainda apaixonados.
E da mesma maneira que a dor veio, ela se foi.
O que me restou?
A certeza de ser uma pessoa abençoada.
Por saber viver a vida por inteiro.
Por estar cercada de pessoas que me amam.
Por ter um grande coração.
Enfim.... por ser Samanta.
Enfim.... por ser Samanta.
Se valeu a pena?
Demais!
Agora sei que posso conviver com aqueles sentimentos antes esquecidos.
Parece que as incertezas cessaram....
Será?
PS: O Ai Que Ouro está completando 1 ano de vida!
Parabéns pra você!
Agradeço a todos que insistem em ler todas essas maluquices que escrevo!
Parabéns pra você!
Agradeço a todos que insistem em ler todas essas maluquices que escrevo!
Sei que tenho muito o que aprender ainda, na escrita e na vida!
Mas vocês fazem parte disso aqui! Smackão!
Mas vocês fazem parte disso aqui! Smackão!
Marcadores:
Acontecimentos,
Desabafos,
Loves,
Reflexões,
Sentimentos
Assinar:
Postagens (Atom)